sexta-feira, 24 de junho de 2011

O gosto do Des-gosto



O gosto do horrível é amargura.
A sede do des-conhecido é curiosidade.
De tanto sentir amar-gura a menina teve sede.
Ficou curiosa e foi procurar o analista, essa figura que pouco fala.
Então, ela se pôs a falar. Foi tanto blábláblá que ela encontrou-se com as palavras e com o sim-toma.
As-sim tomou seu lugar e pôs se a falar e encontrou com "coisas", significantes.
Falou tanto em amor, em amar e amar-gurou. Ela se se-gurou a falar desse enigma, mas o sintoma a tomou.
Começou a sentir gosto em falar.
Sentiu o gosto do des-gosto, o gosto de gostar daquilo que provocava-lhe des-gosto.
Assim a menina descobriu que o amor era sua doença, seu sintoma.
O que causava-lhe des-gosto era também um gosto e sim, tomou gosto pelo des-gosto.
Ela tanto tomou,  e sim, soube que o seu amor era como a dor.
O amor desmedido, trans-figurou por isso ela amar-gurou.

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