segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Metade de mim é amor...A outra, palavra.

Não farei apelo para decifrar-me! Sou toda (in)compreensível. Tenho um lado que você não vê ou talvez, eu não permito que você o veja...Ou, você já tenha o visto e eu não saiba.

Confesso-lhe que considero ter um lado avesso. Todo frágil, choroso, sentimental e romântico demais. Ao contrário, da mulher racional que aparento ser.
Ainda tento disfarçar as aparências, mas as evidências não enganam.
Confesso, querido...Minha alma tem uma enorme cícatriz que tanto me acalenta quanto me atormenta, tanto me adoece quanto me cura. Eis a cícatriz do amor que sangra diuturnamente e envolve as pulsações lancinantes da minha existência. Faz-me temer, como se estivesse na escuridão da noite. Faz-me ousar como se mergulhasse no mar.

Nesse temor, escondo-me da liberdade, mas ela me prende. Numa manifestação ousada lanço-me no mar salgado que adoça minha boca. Escorre palavras. Escapa entre os dedos. É um (in)finito dentro de mim, perco-me e esbarro-me em você. Metade de mim é amor...A outra, palavra. Junto tudo, 'vez ou outra' crio poesia. Falta-me palavras, sobra assunto, senão o amor. Eis o desenho da minha alma. 

Por mais que eu tente, não encontro outra forma de acalentar-me e curar-me, senão pelas palavras.Sou prolixa e (in)compreensível. Talvez, por mergulhar nesse (in)finito, lanço-me no meu mar íntimo e numa loucura incansável anseio por aprender a nadar na escuridão da noite. Ah! Mas quero mesmo uma noite enluarada...E sabe, na noite enluarada quero a lua de papel para escrever no céu o nosso amor. Iluminar a tua noite rabiscando a sua alma. Ser a estrela do teu céu e as águas do teu mar, só pra lamber a tua alma...Talvez, você seja a outra metade de minhas palavras que me faz enlouquecer racionalmente.

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