segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O céu é o inferno do amor.

Não sei onde me perco. Perdi algo ali. Ali, não sei onde. E onde há perda, há dor. Sei que me perdi no caminho, mas como percorro o céu e o inferno em frações de segundos em seus braços, não sei onde ficou um pedaço da minha alma. Sim, falta-me um pedaço que tentei encontrar na sua estrada.
Ah, eu sempre procuro por esse pedaço que encontro no abraço do seu inferno que queima os pedacinhos que ainda me sobra. Essa é a dor do inferno do amor, deliciosamente um céu, uma dor lancinante que queima.
O amor é meu inferno, te amar é meu céu. Você desce como um anjo que atormenta meu descanso e um demônio que me faz queimar na chama desse amor.  Perco-me nessa chama que atormenta meus dias. Encontro-me no inferno que queima cada pedaço da minha alma. Quando tu dizes que me ama, derreto-me no calor das chamas de suas palavras. Quanto tu me olhas, encanta-me com o céu contido nos teus olhos. Refrigério? Encontro nos teus beijos. O amor é o aponta(dor) do céu e do inferno.
Apesar de o amor não ser um pecado, amar é essa condenação deliciosa de viver entre o anjo e o demônio. Amar é viver no inferno do céu com um anjo que atormenta e acalenta.
Ei, menino bandido! De juíz, advogado e promotor tu me prendestes nessa cadeia. Eu, aceitei a sentença. A liberdade que encontro é na Lei do amor paradoxal. Puro tormento. De anjo e demônio teu amor, nosso amor atormenta essa paz assustadora. Amar não é crime! Mas, há quem mata afirmando ser por amor. Crime passional. Que amor é esse? Sei não!
Sei desse amor que me atormenta, esse que escrevo. Então, estendo os lençóis do céu para rabiscar em brasas, palavras desse inferno do nosso amor. Rabisco e continuo a rabiscar porque o fogo que arde “cá dentro” me leva a demonizar o anjo que há e faz-me ver que o céu é o inferno do amor. Paz? Só na ponta dos pés, porque os dedos das mãos estão calejados de tanto rabiscar essa dor que não pára de cl(amar) num ar(dor) que, por vezes, prende meu ar, me sufoca e me salva. Se há excesso, sufoca. Se me falta um pedaço, salva e faz-me viver amortecida no amor.
 

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