terça-feira, 13 de setembro de 2011

Não é vida! É respiração e transpiração.

Não aceito imperativos dos outros, não.
Fui e sou chamada de ovelha negra, mas nem vida desregrada eu tinha e tampouco tenho. Só queria escrever crônicas a minha maneira.

Acredito que nem todo ser que vive tem vida...Viver não é simplesmente respirar!
Justamente por isso, faço meu viver interessante. Viajo pra lugares incomuns, se tiver que me mudar pra outro lugar o faço sem titubear, converso com estranhos e ouço histórias trágicas, dramáticas, fantásticas e duvidosas.
Não sou de obedecer cegamente aos imperativos da sociedade, tipo :
"Consuma e será feliz!" "Está triste, tome pílula da alegria". "Tenha mil seguidores e será o Cara"
Felicidade não se compra e não há receita. Ser feliz não se tenta, ou o sujeito é feliz ou não é!
Pra ser o "cara" tem que ser bom o suficiente e conhecer quem se é. É fácil ser admirado pelos outros, o difícil é admirar o feio dentro de nós.

Não sou aquela que quer ser legal, não falo o que você quer ouvir, o que digo assumo, o que você interpreta é problema teu. E não gosto de pessoas passivas diante da vida que vive a se queixar e não faz nada pra melhorar. Sou esse tipo assim...
Não confio em pessoas que se sujeitam a posição de objetos de mercadoria, são pouco confiáveis, aceitam trocas a preço de banana.
Essa, gente que vive de imperativos...
Foi viver a vida narrada e ficou oprimido por não tecer sua própria narrativa.
Saiu correndo atrás de sua vida, os quarenta e cinco do segundo tempo chegou primeiro.
Correu tanto que chegou ao final, transpirando e ofegante.
Depois, lamentou-se: A vida é curta!
Isso não é vida. É respiração e transpiração.
Minhas pernas são curtas, mas dou passos longos e gradativos. Meu tempo corre numa velocidade implacável. Então, desobediente como sou, agarro a caneta e a vida se abre como um livro para eu escrever o que faço dela.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Não era amor, era orgasmo.


Ah, tem "amor" que não dói e faz tão bem quanto de fato, amar. Por uma noite, se tem um " amor". Amor que escapa entre os dedos, não se prende entre as pernas, mas se ganha no ápice. Esse é o amor que muitas mulheres, inconscientemente, acabam por se entregar na doce ilusão e confusão de que sexo e amor andam de mãos dadas. Se puder; não faça cara de quem discorda com isso, porque não é somente mulheres carentes que vivem nesses tropeços de amor e sexo, sexo e amor, mas muitas mulheres “decididas” e livres também tropeçam nos verbos. É desse jeito que as (des)iludidas ganham um “amor pra noite toda”. Desiludidas com os relacionamentos que não mais garantem uma vida amorosa ou matrimonial sólida, como de nossos avôs, pais e demais antepassados. 
Que sexo nada tem a ver com amor todas afirmam saber, mas muitas mulheres confundem o fato do sujeito conquistador fazê-la transpirar e relaxar com o orgasmo como sinônimo de que o que houve é ou foi amor. Depois de uma noite daquelas há que se questionar se o que houve foi somente uma relação de consumo (consumo com a tensão) ou uma relação de amor. Mas, questionar pra que se está bom essa doce e deliciosa ilusão de que a noite (in)esquecível foi marcada por um sonho de uma noite de amor? E outra, se parar pra pensar vai causar uma angústia danada e dar de cara com a falta de um suposto “amor pra vida toda” que ainda permanece no imaginário, pode assombrar demais a sensação da mulher autossuficiente.
Não tenho dúvidas de que a comparação do sexo ou amor (que seja conforme sua interpretação) como uma relação de consumo despertará as críticas das iludidas, convencidas e enganadas de que sexo e amor andam juntos ou que podem encontrar-se no mesmo instante. Ei, uma noite caliente não significa amor ardente. Favor, não confunda sexo com amor. Sexo é ato explicável. Amor é fato inexplicável. Não é porque a transa foi boa que é amor. De ato pra fato basta a fantasia para que cada uma crie sua história na tentativa de suprir uma falta que tanto assombra quanto a faz desejar.
Com todo o respeito às adeptas do sexo casual, prefiro as boas brigas com meu Romeu, tendo a certeza de que amor não é simplesmente beijos, amassos, orgasmos e ligações no dia seguinte. Amor é outra coisa... 
Se as mulheres não confundissem sexo com amor, não teria sentido a ansiedade que as assolam no dia seguinte enquanto espera uma ligação do amado. Até descobrir que não era amor, era orgasmo tomam-se doses de sexo casual na tentativa de se ter o "amor pra vida toda" numa noite. Então, quantas noites calientes seriam necessárias para se tecer o amor?

Arts Bighouse