terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O amor me deixa em carne viva

Tem momentos que eu procuro todas as respostas possíveis para isso que tanto me arde, pulsa, lateja e me faz adormecer. Batalhas perdidas porque há algo do indizível, do inexplicável que eu bem sei ainda que não saiba.  Então, eu tento. Tento encontrar as respostas. Ninguém sabe definir o amor, ainda que o sinta. Perco-me nisso e encontro com o coração pulsando nas mãos. Você está ali, sem pensar em nada e logo se entrega. Eu fico na defensiva, afinal, preciso me conter, senão te devoro todo. Porque para amar não precisa pensar sobre isso que  ultrapassa, alcança e faz arder em chamas. Vivo em carne viva, despida de mim e revestida de desejos. Agora, não mais penso e apenas sinto. A delicia de amar e lamber os lábios na mais suculenta voracidade que há. São os meus desejos de te devorar. Te devoro com o olhar, com o calor do corpo desnudo e no gozo do sexo ardente.
Você tira minha roupa e me chama de sua. Minha vontade é de roubar e engolir você em mim. Eternizar e unificar nossas vidas, sem deixar pequenos detalhes de nós dois para trás.
O amor me deixa em carne viva. Você me deixa adormecida e num terno laço de almas me faz pulsar, arder e latejar com o embalo da trilha sonora das batidas do coração. Foi a chama desse amor que me adormeceu e num sobressalto latejou numa deliciosa dor de você em mim: porque eu te amo tanto que me dói. Uma dor deliciosa que me faz amar num desejo voraz de te devorar.

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